Açores, a sedução das ilhas atlânticas

O arquipélago dos Açores localiza-se no Oceano Atlântico Norte, na região biogeográfica da Macaronésia (inclui também a Madeira, Canárias e Cabo Verde), é formado por nove ilhas e 42 ilhéus de origem vulcânica, que emergem no meio do oceano Atlântico, entre os paralelos 36°55′-39°43’ de latitude Norte e os meridianos 24°45′-31°17’ de longitude Oeste.

Os Açores ocupam cerca de 2350 km2 de superfície, distando aproximadamente 3900 km da América do Norte e 1500 km da Europa continental (ca. 4,5 horas de avião de Nova York e duas horas de Lisboa). Está dividido em três grupos de ilhas, dispostas segundo um alinhamento WNW-ESE com uma extensão de aproximadamente 600 km: grupo ocidental (ilhas das Flores e Corvo), grupo central (ilhas do Faial, Pico, São Jorge, Graciosa e Terceira) e grupo oriental (ilhas de São Miguel e Santa Maria).

A altitude média dos Açores é baixa, situando-se cerca de 50% da sua superfície abaixo dos 300 m e apenas 5% acima dos 800 m. A Graciosa é a ilha mais baixa e a do Pico a mais alta, atingindo o máximo 402 m e 2351 m de altitude, respetivamente. Os pontos mais altos das ilhas do Faial, Terceira, São Jorge e São Miguel, medeiam os 900 m de altitude.

Os Açores localizam-se na designada “Junção Tripla dos Açores”, zona de contacto das placas tectónicas euroasiática, norte-americana e africana. A idade geológica varia de ilha para ilha, segundo os autores, sendo Santa Maria a mais antiga (≃ 8,2 milhões de anos, a única ilha atlântica com depósitos fossilíferos do Mioceno), e o Pico a mais jovem (≃ 300 mil anos). Existem cerca de 27 sistemas vulcânicos principais no arquipélago, sendo 16 deles considerados ativos, mas atualmente adormecidos.